A relutância dos portugueses
Noutros países e em particular nos EUA, Inglaterra, França, Austrália a segurança informática é encarada com enorme seriedade, não apenas pelas empresas como também pelos particulares. E se é certo que muitos recorrem aos programas de anti-vírus gratuitos (e portanto sem acesso a uma actualização dos vírus mais recentes), a questão da segurança não é tratada como se fosse algo abstracto, a que só se recorre quando algum vírus entra no nosso computador.
Presentemente a maioria dos computadores portugueses (e mesmo na maioria das empresas portuguesas), estão infectados por dezenas senão mesmo centenas de hijackers, spyware, malware e outros parasitas informáticos, com um efeito por vezes muito pior do que os víris tradcionais. Como já o dissemos, as coisas mudam (é da dialéctica da vida e também das sociedades), e no momento presente o perigo que representavam alguns jovens adolescentes que tentavam entrar dentro dos sistemas de instituições de segurança e militares norte-americanas, práticamente deixou de existir, em parte porque os sistemas estão muito melhor protegidos e por outro lado porque esses jovens são agora trintões ou mesmo quarentões, nalguns casos à frente de corporações que antes atacavam, não só informática como políticamente. Muitos deles mudaram-se para outros donos: a sua formação e experiência no domínio do terrorismo informático é agora utilizada a troco de milhões de dólares por corporações ligadas ao crime organizado. Estas corporações do crime informático não estão interessadas (como os jovens adolescentes dos anos 70) em "rebentar" com os sistemas informáticos de grandes instituições e colateralmente com os sistemas de milhões de utilizadores particulares. Pelo contrário, estão interessados em controlá-los, colocando-se se possível, ao seu serviço, sem quais quaisquer custos extras. Esse controlo é realizado através dos hijackers, do spyware (que introduz programas que puclicitam produtos de outros web sites), dos keyloggers (que controlam o que se escreve nos teclados dos computadores, nomeadamente colhendo nibs, números de conta, identidades,, etc.), e outros produtos de software terrorista (ver nota 1).
São raríssimas as empresas portuguesas protegidas contra este tipo de software terrorista, a maioria delas também pouco motivadas para se defender de intrusões nos seus sistemas. Quanto aos particulares, o problema é ainda maior. A esmagadora maioria dos computadores poderão apresentar mais de 3000 destes invasores, mantendo os computadores "raptados" por essas corporações criminosas, sem que os seus proprietários tenham disso consciência e muito menos consciência dos seus efeitos nefastos.
Em vários anos de existência e apesar de mantermos um serviço de assistência contra este tipo de intrusão, quer em computadores de empresas, quer de particulares, verificamos que os computadores paralisados e fora de serviço são aos largos milahres mas as pessoas continuam a ignorar os nossos apelos. Por vezes bastaria uma visita ao domicílio ao preço de 25 euros ou um pouco mais, para resolver definitivametne o problema desses computadores, valor bem mais baixo do que ter os mesmos arrumados a um canto e sem poderem ser utilizados.
Não dizemos isto apenas por uma espécie de adivinhação, dizemo-lo com base em dados concretos. Algumas pessoas que chegamos a contactar dizem-nos precisamente isso, que não sabem o que se passa com o seu computador e têm-no arrumado a um canto. Na maioria dos casos não se trata de um erro grave, mas de alterações no sistema e na configuração do arranque, provocadas por spyware ou malware (software malicioso).
O recurso é o de muitas vezes se recorrer a um novo computador ou uma novo sistema operativo, etc. o que acaba por ser mais caro do que uma limpeza do sistema por parte de pessoal especializado, apenas uma visita técnica ao domicílio ou à empresa.


1 Comments:
Muito útil este alerta. Recentemente aconteceu-me qualquer coisa parecida e comprei um novo computador.
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