A 17 de Agosto de 2005, a CNN, ABC, o New York Times e o Finantial Times foram atacados por dois novos vermes (Zotob.D e IRCBot.KB), que atacam uma vulnerabilidade no Windows (no Plug and Play, pnp)!!!. Veja todo o artigo em "Uma nova ameaça" no nosso site!!!

Quarta-feira, Outubro 06, 2004

Casa arrombada, trancas à porta!

A maioria dos portugueses é assim que pensa e o estado do país não reflecte outra coisa. Habituámo-nos desde há séculos a confiar, primeiro na Divina Providência e mais tarde no Estado. Quando algo de desagradável nos acontece é uma coisa raríssima assumirmos a nossa própria responsabilidade, por mínima que seja. A culpa ou é do Governo ou é do patrão ou então é dos empregados, sempre, em todo o caso de Outro.
Poderá dizer-se que esta é uma característica nossa, um traço da nossa genética e que já não sai. Não é verdade. Se uma pessoa é sobrenutrida é vulgar dizer-se que tem uma doença quando na verdade o grande problema é que come muito e sobretudo come mal. A culpa aqui (diz-se) também não é do próprio mas da doença que tem. Mas podia comer menos e bem ou ir viver para o Sudão que a doença lhe passava.
Quando dizemos "a maioria dos portugueses é assim que pensa" temos consciência que não há nenhuma sondagem ou votação nesse sentido. Porém todos sabemos que assim é.
Por exemplo: Quem é que agora se preocupa em investigar a Protecção Civil ou o Governo para saber se ambos estão preparados para fazer face a um tremor de terra ou outra catástrofe (se o furação Jeanne desse a volta e viesse por cá depois de passar pela Flórida, também por exemplo). Mas estamos absolutamente convencidos que nenhum dos dois seria poupado caso uma tal tragédia se abatesse sobre o país. Os "media" não se calariam com acusações e pedidos de julgamento sumário para os "responsáveis", os quais seriam "naturalmente" ...o Governo e a Protecção Civil! Ninguém se lembraria de perguntar o que é que os "media" haviam feito para alertar as populações e as próprias instituições para essa eventualidade. Ou o porquê das populações nada terem feito para exigir ao Governo medidas rigorosas nesse sentido. Tal como sucedeu com a Ponte de Entre-os-Rios.

Ora o que tem isto tudo a ver com a segurança informática, com os vírus e outros parasitas informáticos?
Tem muito. Quem tem um computador e quem sobretudo navega na Internet tem, quase com toda a certeza, centenas senão mesmo milhares de "parasitas" informáticos. Mas porque é que não compra um software e não os tira de lá? À partida não só não o faz como não se preocupa (aparentemente, assim pensa, ainda não foi roubado) - julga que tem tudo controlado. E se houver algum problema vai à loja e susbstitui o sistema. Se fôr um pouco mais avisado (e são raros os utilizadores mais avisados), já fez um "backup" (cópia) dos principais ficheiros e em caso de ter de mudar de sistema operativo ou mesmo de computador, já tem o que lhe interessa conservar. Mas também a maioria não é avisada e nem sequer guarda os ficheiros mais importantes. Todas as semanas as revistas e magazines de informática falm nisso e advertem os utilizadores para guardarem os seus ficheiros mais importantes.
E se não fôr um utilizador avisado e de repente o seu computador deixar de funcionar?
Perde tudo e vai a correr mudar de sistema operativo. Sem se aperceber vai pagar na loja por todos os programas gratuitos que obteve e por milhares de "downloads" que fez também (e só aparentemente) gratuitos (file-sharing). Sem se aperceber paga um novo sistema operativo e muitas vezes paga por uma nova "motherboard", por um novo processador, uma nova placa de vídeo, porque tudo o que tinha já não é compatível com aquilo que agora pretende. E quanto aos ficheiros que não guardou (não teve tempo, não sabia, não se preocupava com isso), perdeu-os definitvamente. Quanto ao seu "Outlook" ou "Eudora", onde tinha os emails, nem sequer os endereços foi capaz de conservar.

O que pretendemos dizer é muito simples: custa mais barato ao utilizador proteger-se e ser avisado quanto ao que lhe pode acontecer (aliás não apenas a si mas aos outros)
do que pura e simplesmente não ligar importância ao problema da segurança e depois ir a correr à loja para resolver o problema e pagar muito mais!.
Por outro lado e como certamente muitos o sabem, o problema da segurança (quer informática, quer a outros níveis), não afecta apenas o próprio. Por exemplo, no caso dos vírus e de outros parasitas (o spyware ou os "troianos", por exemplo), o utilizador é inclusive responsável por espalhar a epidemia a uma comunidade inteira de utilizadores.
E um dia quando ninguém esperar...